Médica indica hábitos simples para prevenir compulsão alimentar

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De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 4,7% da população brasileira sofre com algum tipo de transtorno alimentar — quase o dobro da média mundial, de 2,6%. Entre os mais comuns, a compulsão alimentar se destaca como um dos quadros mais preocupantes, especialmente quando associada à ansiedade.

A endocrinologista Jacy Alves explica que, diante de níveis elevados de estresse ou até mesmo do tédio, o ser humano tende a buscar a comida como uma forma de prazer imediato.

“É uma tentativa de aliviar emoções, o que favorece o consumo de alimentos mais calóricos e em excesso. Isso dificulta o emagrecimento e cria um ciclo emocional difícil de quebrar”, alerta.

Fatores comportamentais também podem funcionar como gatilhos para a compulsão alimentar, como o hábito de comer muito rápido. “O cérebro leva algum tempo para receber o sinal de saciedade. Quando a refeição é feita às pressas, a pessoa pode acabar comendo mais do que precisa, o que favorece o ganho de peso, além de causar desconfortos como estufamento e má digestão”, destaca a médica.

Como prevenir quadros de compulsão alimentar

Segundo Jacy, pequenos hábitos no dia a dia podem ajudar a evitar esses episódios. “Evitar longos períodos sem comer é fundamental. Manter intervalos regulares entre as refeições previne quedas de energia e a fome exagerada mais tarde. Assim, a alimentação tende a ser mais equilibrada, reduz os exageros e ajuda a manter o metabolismo ativo — sempre considerando a qualidade do que é consumido”, orienta.

Outro ponto essencial está na forma como as refeições são feitas. Comer devagar melhora a digestão, pois a mastigação se torna mais eficiente e o corpo tem mais tempo para processar os alimentos.

“Além disso, esse hábito aumenta a sensação de saciedade, ajuda a evitar excessos e favorece o controle do peso. É uma mudança simples, mas que pode transformar a relação com a comida e trazer mais consciência sobre o que e quanto se está comendo”, finaliza.

Fonte: Metropoles