“Acabou a balinha”: PMSC prende traficante com 120 mil comprimidos de ecstasy

Foto: Jornal Razão

A Polícia Militar de Santa Catarina prendeu um traficante e apreendeu cerca de 120 mil comprimidos de ecstasy em Camboriú, em uma das maiores ações contra o tráfico sintético já registradas na região do Litoral Norte de Santa Catarina.

A ocorrência é desdobramento de uma apreensão realizada no dia 15 de janeiro de 2026, quando aproximadamente 6 mil comprimidos de ecstasy foram recolhidos. Após a repercussão do caso, a PMSC passou a receber denúncias indicando que um casal estaria envolvido no armazenamento e na distribuição da droga.

Segundo a polícia, as informações apontavam que Caio Henrique de Almeida dos Santos e sua companheira utilizavam uma Honda Biz e um Hyundai i30 para a logística do tráfico. A Agência de Inteligência do 12º Batalhão confirmou onde os dois residiam.

Nesta terça-feira (20), a PMSC localizou a Honda Biz circulando pela Avenida das Flores e acionou uma guarnição do Tático para a abordagem. O veículo foi interceptado na Rua Monte Agulhas Negras, próximo à Rua Monte Everest. Com Caio Henrique nada de ilícito foi encontrado durante a busca pessoal, mas no baú da motoneta os policiais localizaram um saco plástico com cerca de 1.000 comprimidos de ecstasy.

Confrontado sobre o endereço onde morava, o suspeito apresentou versões contraditórias. Após ser questionado novamente, admitiu a existência de uma grande quantidade de droga guardada e disse aos policiais “perdi”, assumindo que havia mais comprimidos em sua residência.

As equipes da PMSC então se deslocaram até o imóvel. No local, foram encontrados três sacos grandes contendo cerca de 120 sacos menores, cada um com aproximadamente 1.000 comprimidos de ecstasy, totalizando cerca de 120 mil unidades da droga.

Questionado sobre a participação da companheira, Caio Henrique afirmou que apenas ele “sabia do corre”. Ele também confirmou envolvimento na apreensão do dia 15 de janeiro e relatou que recebia cerca de R$ 2.000 por mês para armazenar o entorpecente, além de R$ 200 por cada entrega realizada com a Honda Biz.

A Polícia Militar de Santa Catarina destacou que a ação é resultado direto do trabalho de inteligência, da integração entre as guarnições e da colaboração da comunidade por meio de denúncias. O caso foi encaminhado à Polícia Civil e segue sob investigação.

Fonte: Jornal Razão