Dois policiais civis estão sendo investigados por facilitar a fuga de Antonio e Paulo Buscariollo, principais suspeitos de matar os quatro cobradores, em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, no dia 5 de agosto de 2025.
Nesta última terça-feira (9), equipes da Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizaram o cumprimento de mandados de busca e apreensão em desfavor de dois agentes de Icaraíma. Em nota, a PCPR informou que durante as investigações foi constatada uma possível comunicação entre os agentes públicos e os investigados depois do crime.
A polícia afirma ainda que os agentes não têm relação com o momento da execução das quatro vítimas, mas sim, podem ter auxiliado na fuga dos suspeitos.
“O que se busca apurar é, se após o crime, os investigados tiveram algum benefício com informações que possam ter facilitado a fuga ou destruição de vestígios para prejudicar as investigações”, diz a nota.
O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Os agentes públicos devem removidos da unidade policial e alocados em outras unidades já que em outro momento “medidas de maior sigilosidade e compartimentação das informações já foram adotadas”.
De acordo com um laudo divulgado pela PCPR nesta quarta-feira (10), os cobradores que foram mortos em Icaraíma, em agosto deste ano, não foram torturados antes da morte.
Segundo a PCPR, as vítimas foram mortas assim que chegaram na propriedade rural em Vila Rica. Baseado em áudios que Diego enviou para a esposa, os policiais apuraram que os quatro cobradores chegaram no local, na Fiat Toro, por volta das 12h30 para cobrar a dívida.
Assim que chegaram em Vila Rica, os quatro teriam sido “alvos de uma emboscada”. De acordo com a apuração da PCPR, ao menos cinco armas de fogo dispararam contra os cobradores enquanto eles ainda estava dentro do veículo.
Fonte: RICTV
Foto: Divulgação/PCPR

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