Morte de ex-delegado: Justiça determina prisão de suspeitos

Reprodução/Câmera de segurança

A Justiça de São Paulo acatou o pedido da Polícia Civil de prisão temporária de dois suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Os pedidos não foram cumpridos e os homens são considerados foragidos. A identidade deles não foi revelada.

Além da prisão temporária, foram cumpridos nesta quarta-feira (17/9) oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista e da Grande São Paulo. “Os vestígios estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado de São Paulo e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime”, diz nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Pela manhã, a Polícia Civil também ouviu o depoimento da mãe de um dos suspeitos de envolvimento no assassinato.

Ao todo 63 policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande foram mobilizados para a operação.

Quem são os suspeitos

Embora tenha divulgado a identificação de dois suspeitos, a SSP não revelou a identidade deles, “para não atrapalhar as investigações”, segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

O primeiro suspeito é um homem que já teria sido preso pelo menos outras quatro vezes, uma delas quando era menor de idade.

O outro foi identificado após perícia em um dos carros utilizados na execução. O Metrópoles revelou que um desses homens teve passagem por um presídio controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), de acordo com uma autoridade ligada às investigações do caso.

Linhas de investigação

Autoridades da SSP não descartam a participação de agentes públicos na execução do ex-delegado-geral. Além de ter sido o inimigo número 1 do Primeiro Comando da Capital (PCC) quando atuava como delegado, Ruy Ferraz tinha inimizades dentro da polícia e trabalhava como secretário de Administração em Praia Grande, onde pode ter contrariado interesses locais.

Oficialmente, nenhuma hipótese é descartada pela cúpula da SSP.

Entre as linhas de investigação sobre o mando do crime, a força-tarefa acredita em uma possível vingança do PCC. Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a facção no estado, no começo dos anos 2000, e atuou na transferência algumas das principais lideranças para presídios federais de segurança máxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O que a polícia já sabe sobre a execução

A polícia usa imagens de câmeras de segurança para estabelecer a dinâmica do crime e afirma já ter dois suspeitos identificados.

Fonte: Metropoles