Preços da soja no Brasil retraem com dólar e Chicago opostos

 Preços da soja no Brasil retraem com dólar e Chicago opostos

Foto: Canal Rural

O mercado brasileiro de soja apresentou volatilidade nesta terça-feira (17). O dólar e a Bolsa de Chicago operaram em direções opostas, o que contribuiu para que os preços nas principais praças de comercialização do país fechassem mistos.

Conforme analistas de Safras & Mercado, negócios foram registrados com melhores preços e a pagamentos mais longos. No entanto, os volumes não foram expressivos. A soja disponível segue pouco negociada.

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 180,00 para R$ 179,00
  • Região das Missões: a cotação baixou de R$ 179,00 para R$ 178,00
  • Porto de Rio Grande: o preço subiu de R$ 181,00 para R$ 182,00
  • Cascavel (PR): a saca teve alta de R$ 171,50 para R$ 173,50
  • Porto de Paranaguá (PR): o preço cresceu de R$ 178,00 para R$ 180,00
  • Rondonópolis (MT): a saca seguiu em R$ 161,00
  • Dourados (MS): a cotação foi de R$ 163,00 para R$ 161,00
  • Rio Verde (GO): a saca ficou desvalorizou de R$ 160,00 para R$ 159,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos. Em dia volátil, as primeiras posições subiram e as mais distantes recuaram.

Após passar boa parte do dia no território negativo, pressionado pela expectativa de boa safra no Brasil e pela possível queda na demanda chinesa, o mercado encontrou suporte nos bons números para as inspeções de exportação dos Estados Unidos. O esmagamento de dezembro naquele país ficou abaixo do esperado e limitou a recuperação.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.075.197 toneladas na semana encerrada no dia 12 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 1,412 milhão de toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.456.526 toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 119 mil toneladas de soja em grãos para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2022/23.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 177,505 milhões de bushels em dezembro, ante 179,184 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 182,91 milhões.

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Subprodutos e contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 12,00 centavos ou 0,78% a US$ 15,39 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 15,37 1/2 por bushel, com ganho de 10,25 centavos de dólar ou 0,67%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 4,90 ou 1,02% a US$ 481,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 63,84 centavos de dólar, com ganho de 0,78 centavo ou 1,23%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,1060 para venda e a R$ 5,1040 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0960 e a máxima de R$ 5,1580.

Fonte: Canal Rural

Beltrão Agora

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