O Paraguai enfrenta uma crise política e financeira após a destituição do presidente Santiago Peña, na sexta-feira (6). A decisão do Congresso foi seguida por uma ordem de prisão contra o então chefe de Estado, que passou a cumprir prisão domiciliar enquanto é investigado por suspeitas de irregularidades relacionadas ao Ueno Bank.
A crise começou após o Banco Central paraguaio iniciar, na terça-feira (3), o processo de liquidação da instituição financeira. A medida afetou cerca de 3 milhões de clientes, que ficaram sem acesso aos próprios recursos. O banco também administrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos.
A destituição foi aprovada pelo Senado por 44 votos favoráveis e uma abstenção. Peña havia anunciado sua renúncia na quinta-feira (5), mas o processo de impeachment avançou. O então vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência e deverá concluir o mandato, previsto para 2028.
O ex-presidente é investigado por possíveis irregularidades envolvendo o banco, incluindo suspeitas de conflito de interesses, abuso de confiança e tráfico de influência. Peña nega ter cometido irregularidades, e as acusações ainda estão em fase de apuração.
A crise também atingiu o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que teve a prisão determinada. Ao assumir o governo, Alliana afirmou que pretende priorizar medidas para atender os clientes prejudicados e garantir o ressarcimento dos poupadores.
Fonte: CNN Brasil
Foto: Daniel Duarte/AFP

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