O Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja na safra 2026/2027, um crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior. A estimativa é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
A oleaginosa deve ocupar 5,74 milhões de hectares, dos quais 62% já haviam sido plantados no levantamento. Entre as lavouras implantadas, 88% apresentavam boas condições, indicando uma perspectiva positiva para a produção, embora o resultado ainda dependa do comportamento do clima nos próximos meses.
Em contrapartida, as culturas de inverno enfrentaram perdas provocadas principalmente pelas chuvas frequentes. A produção de cereais está estimada em 2,84 milhões de toneladas, queda de 28% em comparação com 2025.
O trigo é uma das culturas mais afetadas, com previsão de 1,9 milhão de toneladas, redução de 34% em relação ao ano passado. Além da diminuição da área plantada, as condições climáticas prejudicaram a produtividade e a qualidade dos grãos.
Para o milho da primeira safra, a expectativa é de produção de 4,08 milhões de toneladas. O plantio já havia alcançado 94% da área prevista.
O levantamento do Deral também aponta dificuldades na pecuária. Em setembro, os custos de produção ficaram acima dos preços recebidos pelos produtores de frango e suínos. Na avicultura, o custo médio foi de R$ 4,96 por quilo, enquanto o valor de venda ficou em R$ 4,75. Na suinocultura, a diferença foi ainda maior: custo de R$ 6,13 e preço recebido de R$ 5,17 por quilo.
Os dados mostram cenários diferentes no agronegócio paranaense, com expectativa positiva para a soja, perdas nas culturas de inverno e pressão dos custos sobre a produção de proteínas animais.
Fonte: Tribuna
Foto: Michel Willian | Gazeta do Povo | Arquivo

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