O Paraná registrou 338 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). O estado fica atrás de São Paulo, com 620 registros, e Minas Gerais, com 351.
Em todo o Brasil, o MPT contabilizou 3.396 denúncias neste ano. Após o segundo turno das eleições, foram registradas 1.459 novas queixas em apenas três dias, representando cerca de 40% do total acumulado em 2026.
As denúncias envolvem situações como pressão para votar em determinados candidatos, perseguições, ameaças e possíveis demissões motivadas pela escolha política dos trabalhadores. Diante do aumento dos casos, o governo federal estuda criar uma lista de empresas envolvidas nessas práticas, que poderia restringir o acesso a crédito público.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder para constranger ou pressionar um trabalhador por suas preferências políticas. A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de emprego, e as vítimas podem recorrer à Justiça do Trabalho para buscar reparação, incluindo a possibilidade de reintegração ao cargo ou indenização, conforme o caso.
Fonte: tnonline
Foto: Agência Brasil

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