Anvisa restringe uso experimental da polilaminina após oito mortes

Foto: © Cristália/Arquivo/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a liberação da polilaminina no Brasil após a notificação de oito mortes de pacientes que receberam a substância experimental desde janeiro de 2026.

Desenvolvida pelo laboratório Cristália em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina é estudada como possível tratamento para lesões na medula espinhal. A Anvisa apontou falta de evidências científicas para autorizar o uso fora dos critérios já estabelecidos, que incluem lesões agudas tratadas em até 72 horas após o trauma e localizadas entre as vértebras T2 e T10.

Até o momento, 119 pessoas utilizaram a substância. O laboratório Cristália afirmou que segue os procedimentos científicos e apoia as determinações da agência. A polilaminina foi aprovada para a Fase 1 de testes clínicos, etapa que, segundo o texto, ainda não começou. Com as novas restrições, o acesso dependerá do cumprimento dos critérios de segurança estabelecidos.

Fonte: Massa