envolvimento em um golpe do falso advogado que causou um prejuízo de R$ 1.971.826 a uma idosa de 80 anos. A vítima foi enganada por criminosos que se passavam por advogados e representantes do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.
Segundo as investigações, o grupo afirmava que a idosa teria direito a receber R$ 7 milhões de um suposto crédito judicial relacionado ao marido falecido. Para liberar o dinheiro, os suspeitos exigiam pagamentos antecipados de falsas custas processuais. Por meio de mensagens no WhatsApp e chamadas de vídeo, convenceram a vítima a realizar diversas transferências bancárias.
No dia 8 de outubro, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou uma operação em Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, no Ceará, para cumprir 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em contas e aplicações financeiras vinculadas aos investigados.
De acordo com a polícia, 11 dos denunciados teriam recebido diretamente valores transferidos pela vítima, enquanto outros quatro teriam recebido dinheiro repassado pelo primeiro grupo. Os recursos eram distribuídos rapidamente entre diferentes contas para dificultar o rastreamento.
Com a denúncia, o MPPR pediu que as prisões temporárias sejam convertidas em preventivas e que os bloqueios financeiros sejam mantidos para possibilitar uma eventual reparação dos prejuízos. O órgão também solicitou a abertura de um novo inquérito para identificar os responsáveis pelo planejamento do golpe e pelas conversas com a idosa.
A OAB Paraná alerta que o golpe do falso advogado continua sendo praticado. A orientação é desconfiar de pedidos de pagamentos antecipados para liberar valores judiciais e confirmar qualquer informação diretamente com o advogado responsável, por meio de contatos já conhecidos.
Os denunciados responderão às acusações conforme o andamento do processo. A apresentação da denúncia não significa condenação.
Fonte: Catve.com
Foto: Reprodução

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