Ancelotti não se abala com críticas ao trabalho à frente da Seleção

Foto: EPA-EFE/Antonio Lacerda

Depois de deixar uma impressão ruim no primeiro compromisso no início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030, Carlo Ancelotti minimizou o impacto das críticas ao trabalho que conduz à frente da equipe nacional.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28) ao lado de Tony Popović, técnico da Austrália, o italiano afirmou que não se vê pressionado pela repercussão negativa do desempenho que a equipe no empate em 1 a 1 diante dos australianos na última sexta-feira, conseguida só no último lance com um gol de cabeço do Rayan.

“A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. A crítica não afeta a ideia que eu tenho para o futuro da Seleção Brasileira e dos jogadores. O quanto a crítica pode afetar em porcentagem a minha ideia para o futuro? Zero”, disparou Ancelotti, que minimizou ainda o peso dos resultados dos jogos amistosos neste momento.

“O resultado não é tão importante para nós. Para o país pode ser, mas nós estamos vendo nossas coisas, espaços, oportunidades para os mais jovens, jogadores novos. Neste aspecto, fizemos um bom jogo. Poderíamos ter ido melhor. A Austrália se defendeu bem, de forma compacta, nos tirou os espaços. O gramado não estava bom, mas para a Austrália também não, queríamos os dois jogar em um campo melhor. É tentar jogar melhor. Será uma oportunidade aos atletas que não jogaram na primeira partida e vão jogar agora. A nossa prioridade é essa: conhecer melhor nossos atletas, ter uma ideia clara para ter um elenco definido para a primeira competição oficial. Não quero cometer erros".

Segundo dados estatísticos do DataESPN, o italiano tem pior início de um técnico na história da Seleção após 18 jogos, junto com Carlos Alberto Parreira: 63% de aproveitamento.

Carleto soma dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

Já Parreira, que acumulou as 18 partidas à frente do Brasil somando as passagens de 1983 e 1991, teve nove vitórias, sete empates e duas derrotas.

O melhor aproveitamento nesse recorte é o de Vanderlei Luxemburgo, com 87%: 15 vitórias, dois empates e uma derrota.



Fonte: ESPN