Troca de cassiterita por pó de brita ajudou PF a identificar esquema e ligação com Alexandre Pires

Foto: PRF/Divulgação/Arquivo

Uma carga de pó de brita enviada no lugar de cassiterita levou a Polícia Federal a descobrir um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo minério extraído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Segundo a investigação, o grupo vendeu o material como se fosse cassiterita e causou um prejuízo estimado em US$ 48 milhões a uma empresa suíça. 

Após a apreensão de mais de 100 toneladas de cassiterita da empresa investigada, o grupo teria ficado sem minério para cumprir o contrato. Com isso, passou a enviar pó de brita no lugar da cassiterita, utilizando documentos, laudos de inspeção e testes químicos falsificados para tentar comprovar que a carga era legítima. 

A empresa suíça descobriu a fraude em maio de 2023, quando constatou que os contêineres recebidos estavam carregados de areia, e denunciou o caso à PF. A investigação identificou ainda movimentações financeiras envolvendo empresas e pessoas ligadas ao esquema, incluindo uma produtora musical de Alexandre Pires, que teria recebido R$ 31 milhões. O cantor nega qualquer envolvimento com garimpo ilegal ou extração de minério. 

Na segunda fase da Operação Disco de Ouro, deflagrada nesta quarta-feira (23), a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores. Os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. 



Fonte: G1