O influenciador Rico Melquíades é alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) por suposto assédio eleitoral contra funcionárias. O órgão pede indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos e o cumprimento de 18 obrigações.
Segundo o MPT, Rico teria pressionado trabalhadoras por suas posições políticas, além de expor dados pessoais e utilizar conteúdos relacionados às funcionárias nas redes sociais. A Justiça do Trabalho concedeu uma tutela provisória que proíbe o influenciador de praticar assédio eleitoral contra empregados.
Entre as determinações estão garantir a liberdade de voto dos funcionários, impedir exigências de alinhamento político e retirar conteúdos que exponham dados íntimos ou posições políticas dos trabalhadores. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 300 mil por infração e por trabalhador prejudicado.
O caso ganhou repercussão após Rico publicar um vídeo em que questionava funcionárias sobre suas posições políticas e afirmava que uma delas seria demitida caso fosse petista.
Após a repercussão, o influenciador publicou pedidos de desculpas e afirmou que nenhum funcionário deve sofrer coação ou imposição política. Ele também declarou que as mulheres mostradas no vídeo são familiares e que as publicações foram feitas com consentimento.
O processo ainda está em andamento, e as acusações apresentadas pelo MPT serão analisadas pela Justiça.
Foto: TV Senado/Reprodução

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