Câmara aprova tombamento histórico da Igreja de Seção Jacaré

Foto: J de B

  A Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 45/2026, de autoria do vereador Junior Nesi, que institui o tombamento da Capela São Francisco de Assis, localizada na comunidade de Seção Jacaré, interior do município, como patrimônio histórico, cultural, arquitetônico e paisagístico. A lei destaca a sua importância para a preservação da memória, da colonização, da identidade religiosa e da trajetória comunitária.

       A história da capela começou em janeiro de 1962. Poucos dias depois, em 3 de fevereiro, um forte vendaval destruiu a estrutura que estava sendo construída. Os moradores se uniram e retomaram imediatamente os trabalhos, demonstrando solidariedade, perseverança e fé. A inauguração ocorreu em 8 de junho daquele mesmo ano, com a celebração da primeira missa. 

      O projeto arquitetônico foi idealizado por Hugo Nesi, inspirado no formato de uma caixa de fósforos, característica que conferiu à construção um estilo singular e reconhecido no município. A obra foi coordenada por Gentil Trento, contando com a participação voluntária de moradores da comunidade. A capela foi dedicada a São Francisco de Assis pelo Frei Deodato.

      Ao longo de mais de seis décadas, o espaço passou por intervenções de conservação e restauração, mas mantendo suas características arquitetônicas originais. Em 1995, o Departamento Municipal de Cultura reconheceu a igreja como como patrimônio cultural de Beltrão. Agora o reconhecimento fica assegurado de forma definitiva através da lei.

    Para Junior Nesi, o tombamento representa o reconhecimento formal de um patrimônio que guarda a história e a identidade de várias gerações, além de estabelecer proteção à edificação, impedindo alterações estruturais ou intervenções que possam comprometer sua integridade histórica, arquitetônica e cultural. 

       “A aprovação da lei reforça o compromisso do município com a preservação da memória coletiva, da fé, da união e da perseverança em torno de um dos símbolos históricos e religiosos da comunidade e do município. Também permitirá o acesso a recursos públicos para investimentos e revitalizações da estrutura” enfatiza o vereador.


Fonte: Imprensa