Um homem de 62 anos está há mais de um mês aguardando sepultamento em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Ele morreu em 10 de agosto e o corpo permanece sob custódia da Polícia Científica por falta de vagas gratuitas nos cemitérios públicos. Outros três corpos também aguardam sepultamento no Hospital Municipal Germano Lauck.
A situação levou a Justiça a cobrar providências da prefeitura. O município apresentou um plano emergencial para abrir 165 novas vagas em até 30 dias, com intervenções nos cemitérios Jardim São Paulo e Três Lagoas. Também foi previsto um canal entre prefeitura, Polícia Científica e Serviço de Verificação de Óbitos para garantir que corpos liberados sejam sepultados em até 24 horas.
Além disso, a prefeitura apresentou um plano estrutural para criar mais de 9,5 mil vagas, principalmente com a ampliação do Jardim São Paulo.
A crise é discutida na Justiça desde junho. A concessionária Camis afirma ter alertado o município sobre a falta de vagas e nega irregularidades. A prefeitura, por sua vez, abriu processo administrativo contra a empresa por possíveis descumprimentos contratuais. O plano estrutural ainda aguarda homologação judicial.
Foto: RPC/Reprodução

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