A Polícia Civil do Paraná investiga uma possível conexão entre os cinco crânios humanos encontrados nesta quinta-feira (17) em Ibiporã (PR), na região da Água das Abóboras, e um caso anterior de violação de túmulos registrado no cemitério do Heimtal, localizado na zona norte de Londrina. A suspeita de que as ossadas tenham sido furtadas de sepulturas é, neste momento, uma das linhas de investigação, embora as autoridades ressaltem que ainda não há elementos suficientes para afirmar com certeza a relação entre os episódios.
A hipótese de furto em cemitério ganhou força devido às características da cena. O material, que também inclui outros ossos humanos, estava armazenado em sacos plásticos deixados próximos a uma árvore em uma propriedade rural. Junto aos restos mortais, as equipes policiais identificaram fragmentos de roupas, terra e materiais que, segundo uma análise preliminar, podem estar relacionados a caixões ou procedimentos de sepultamento. "Todo esse material foi encaminhado à perícia. Ainda é muito cedo para que a gente possa associar esses fatos, mas foi instaurado um inquérito policial. Devemos ouvir pessoas e tentar identificar câmeras de segurança que possam ajudar a saber o que realmente aconteceu", disse o delegado de Ibiporã, Vitor Dutra de Oliveira (confira o vídeo no início da matéria).
O achado ocorreu no período da manhã, quando o responsável pela propriedade realizava uma poda preventiva no local e avistou os crânios dentro das embalagens. A área foi imediatamente isolada para os trabalhos da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML). Agora, os exames periciais são aguardados para determinar a origem exata das ossadas, o número total de pessoas a quem o material pertence e o tempo aproximado em que os sacos foram abandonados no terreno.
Além da possível ligação com o caso do Heimtal, a delegacia de Ibiporã também apura a relação com outra descoberta semelhante feita no dia 18 de junho deste ano. Na ocasião, uma ossada com as mesmas características foi localizada a cerca de 50 metros do ponto atual. A Polícia Civil reforça que as investigações prosseguem de forma cautelosa e que qualquer conclusão definitiva dependerá do avanço das diligências técnicas.
Fonte: TN
Foto: Divulgação

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