Cenário eleitoral e petróleo influenciam queda do dólar nesta terça

Imagem criada por inteligência artificial

O dólar operava em baixa ante o real na manhã desta terça-feira (8), ainda que em ritmo mais moderado, cotado a R$ 5,1177 por volta das 9h30, com recuo de 0,26%. O movimento veio em paralelo à queda dos juros futuros médios e longos, em um ambiente de ajuste dos ativos locais à desvalorização externa da moeda americana, à alta do petróleo e à percepção de disputa eleitoral acirrada no Brasil.

No mercado doméstico, investidores também acompanhavam a crise institucional. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

No campo eleitoral, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o escritor Augusto Cury (Avante) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em intenções de voto de segundo turno, dentro de um quadro de empate técnico.

Entre os indicadores, o boletim Focus registrou alta na mediana do IPCA para os 12 meses à frente, de 4,53% para 4,60%. Para 2026, a projeção oscilou de 5,01% para 5,00%, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, a estimativa passou de 4,28% para 4,29%. As projeções de 2028 e 2029 foram mantidas em 3,80% e 3,50%.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,06% em agosto, após queda de 0,86% em julho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). No período, o IPA-DI passou de -1,31% para 0,10%, o IPC-DI caiu 0,37%, ante baixa de 0,08% no mês anterior, e o INCC-DI acelerou de 0,61% para 0,66%. Em 12 meses, o IGP-DI acumula alta de 2,63%.

No exterior, o mercado também monitorava o Oriente Médio. Catar e China reforçaram esforços diplomáticos para retomar negociações entre Estados Unidos e Irã e reduzir a escalada na região, com foco na segurança e na liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Doha também destacou como prioridade a garantia do fornecimento de energia à China, seu maior parceiro comercial e energético.



Fonte: Estadão Conteúdo