Vigilância Sanitária intensifica fiscalizações e interdita açougue de supermercado

Foto: Assessoria

Em um ano e meio, município instaurou 63 Processos Administrativos Sanitários, número superior ao registrado nos nove anos anteriores

A Vigilância Sanitária de Francisco Beltrão intensificou o trabalho de fiscalização e ampliou o rigor das ações voltadas à proteção da saúde dos consumidores. Em apenas um ano e meio, foram instaurados 63 Processos Administrativos Sanitários (PAS) no município. O número supera o total registrado entre 2016 e 2024, período de nove anos, quando foram contabilizados 58 processos. Apesar do aumento no número de Processos Administrativos Sanitários, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Dalva Colling, destaca que a atuação não tem como objetivo principal a aplicação de multas, mas a correção das irregularidades e a conscientização dos responsáveis pelos estabelecimentos. “O processo administrativo gera penalidade, mas quase sempre funciona de forma educativa. Quando o estabelecimento é penalizado, toda a equipe precisa se reorganizar para corrigir as não conformidades”, ressaltou Dalva.

Operação Tempero Secreto 

Os dados da atuação mais ostensiva da Vigilância Sanitária ficaram evidentes na última terça-feira (25), durante a Operação Tempero Secreto. A ação resultou na interdição da área de açougue de um supermercado de Francisco Beltrão. Durante a fiscalização, as equipes constataram diversas irregularidades sanitárias e condições inadequadas de higiene que poderiam comprometer a segurança dos produtos comercializados. Diante do risco identificado, a área foi interditada preventivamente.

Segundo o Departamento de Vigilância em Saúde, o estabelecimento já havia sido vistoriado no início do ano e, após ser intimado, havia realizado adequações. No entanto, uma nova inspeção de rotina constatou a reincidência de problemas. “Identificamos que na área do açougue havia muitas irregularidades que colocavam em risco as carnes e a saúde do consumidor. A Vigilância só toma a atitude de interditar quando há risco iminente. O consumidor tem direito a um produto seguro, então foi uma ação preventiva”, explicou Dalva.

Na manhã desta quarta-feira (26), as equipes da Vigilância Sanitária retornaram ao estabelecimento para uma nova avaliação. Como as exigências mínimas ainda não haviam sido cumpridas, a área permaneceu interditada. A liberação somente ocorrerá após a regularização das irregularidades e a constatação, em nova vistoria, de que o local atende às normas sanitárias.



Fonte: Assessoria

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