Um menino de 5 anos foi resgatado de dentro de uma van escolar na tarde desta terça-feira (25), no bairro São Cristóvão, em Cascavel. A criança teria sido esquecida no veículo após o transporte escolar.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 14h59 para atender a ocorrência na Rua La Salle, próximo ao cruzamento com a Rua Estilac Leal. A van estava estacionada em frente à casa do motorista.
Segundo o 2º tenente Rhuan Marco, a criança acordou e fez sinais indicando que estava presa no veículo e pediu ajuda a uma pessoa que passava pelo local. Naquele momento, o motorista havia saído para ir ao mercado.
Os bombeiros realizaram a abertura da van e retiraram o menino em segurança. Ele recebeu atendimento dos socorristas do Siate e permaneceu na ambulância durante a avaliação. A criança não ficou ferida.
A Polícia Militar também acompanhou a ocorrência.
A mãe do menino, Viviane Ferreira, contou que a família mantém uma relação de confiança com o motorista há vários anos.
Segundo ela, o profissional transportou o filho mais velho, atualmente com 17 anos, durante aproximadamente 12 anos. Há cerca de três anos, passou também a levar o menino de 5 anos para a escola.
Por causa desse histórico, Viviane afirmou que não pretende representar contra o motorista.
"É uma criança dorminhoca, acontece. Aliviada, Deus foi bom comigo e acordou ele e deu tempo", disse a mãe.
Apesar da decisão da família, os procedimentos relacionados à ocorrência foram adotados. O motorista foi identificado e prestou esclarecimentos à polícia.
Segundo o 2º tenente Rhuan Marco, enquanto a criança está sob os cuidados do transporte escolar, a responsabilidade é do condutor.
"Por mais que seja um acidente, ele fez tudo que tinha que ser feito, fez contato com a polícia, chamou os bombeiros, mas ele é o responsável legal", explicou.
Conforme o policial, a situação pode ter enquadramento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relacionado à falta de cautela.
O motorista compareceu para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. As circunstâncias do caso deverão ser analisadas pelas autoridades competente
Fonte: Catve
Foto: Catve

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