O corpo do professor de futebol Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, desaparecido desde o dia 26 de julho, foi localizado no bairro Lagoa Azul, na zona norte de Natal. O encontro do cadáver ocorreu na noite da última quarta-feira (19) e a confirmação da identidade foi oficializada pela Polícia Científica na quinta-feira (20). Devido ao avançado estado de decomposição, o reconhecimento visual não foi possível, sendo a identificação realizada com sucesso por meio de impressões digitais, o que dispensou a previsão inicial de um exame de DNA. A Polícia Civil já trabalhava com a forte hipótese de que o corpo seria do professor devido às roupas que ele usava e à região onde foi deixado.
Com a confirmação da morte, o caso deixa de ser apurado pela Delegacia de Desaparecidos e passa a ser investigado como homicídio pela Delegacia de Homicídios da Zona Norte, unidade vinculada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A mudança de escopo se apoia nas circunstâncias do desaparecimento. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela família no dia em que Daniel sumiu, homens desconhecidos invadiram a residência do professor, roubaram aparelhos de televisão e o levaram à força do imóvel. A investigação agora concentra esforços em esclarecer a dinâmica exata do assassinato e identificar os responsáveis pelo crime.
A morte de Daniel interrompe um longo histórico de engajamento comunitário na zona norte de Natal. O professor atuava em um projeto no bairro Nossa Senhora da Apresentação e era o fundador do Projeto Fênix, iniciativa que liderou por quase duas décadas. O trabalho social utilizava o esporte, especificamente o futebol, como principal ferramenta para promover a inclusão, o desenvolvimento da cidadania e a prevenção à violência, atendendo centenas de crianças e adolescentes da região ao longo dos anos.
Fonte: Metropoles
Foto: Reprodução

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