O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e passou a operar em alta nesta sexta-feira (14), com um avanço de 0,96% perto das 14h45, cotado a R$ 5,2424. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2489. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 1,27% no mesmo horário, aos 164.974 pontos.
No Brasil, o destaque da sessão fica com a nova pesquisa eleitoral da Genial/Quaest, prevista para hoje. Com a proximidade das eleições presidenciais, o mercado segue atento aos planos dos candidatos para a política fiscal e monetária. Em meio às incertezas, investidores estrangeiros seguem retirando recursos do mercado brasileiro, pressionando os ativos locais.
Além disso, o governo brasileiro deu início ao processo para aplicar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta às tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil. A medida, que ainda está em processo de análise, permite ao país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela.
Na agenda de indicadores, o destaque fica com a Pnad Contínua Trimestral. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre deste ano. A taxa de desocupação ficou em 5,4% no período. Já nos EUA, as vendas no varejo tiveram uma queda inesperada em julho.
No Oriente Médio, a escalada das tensões continua a pressionar os mercados. Nesta sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra na região.
Em meio às tensões, os preços do petróleo subiam no mercado internacional. Perto das 14h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,42%, cotado a US$ 88,31, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,19%, a US$ 82,22.
Acumulado da semana: +1,88%;
Acumulado do mês: +2,16%;
Acumulado do ano: --5,64%.
Ibovespa
Acumulado da semana: -3,06%;
Acumulado do mês: -6,05%;
Acumulado do ano: +3,79%.
EUA endurecem postura em relação ao Irã
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico "como o mundo nunca viu", indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra no Oriente Médio.
A nova escalada verbal acontece enquanto a guerra, desencadeada no fim de fevereiro com a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o regime iraniano, está perto de completar seis meses sem perspectiva de ser finalizada. A fala também marca uma mudança de tom, já que no início de agosto o governo Trump falava em um acordo iminente para reabrir o Estreito de Ormuz.
"Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu", disse Bessent na quinta-feira ao canal de televisão conservador Newsmax, sem revelar mais detalhes. Ele acrescentou que "o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos".
O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra, continua sendo o principal ponto de divergência. Na prática, a passagem está fechada pelo Irã. Teerã exige que os navios recebam uma autorização para utilizar a via e pretende impor, a longo prazo, taxas de serviço, algo que Washington rejeita.
Agora, com uma mudança de abordagem, as armas nucleares, o principal motivo que Trump apresentou para iniciar a guerra ao lado de Israel, parecem ter ficado em segundo plano.
"O objetivo número um: manter o petróleo e o gás baratos para os americanos em todo o nosso país", disse na quinta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News. "E depois, obviamente, o objetivo número dois é garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear", acrescentou.
Bessent, por sua vez, apresentou na quinta-feira a estratégia contra Teerã como a combinação de duas medidas: asfixia financeira e bloqueio físico, citando como comparação Cuba e Venezuela.
"A Venezuela entrou em colapso imediatamente quando impusemos o bloqueio", afirmou.
No início da semana, Trump afirmou que um acordo para reabrir o estreito era iminente. Agora, seu governo, com a diplomacia paralisada, parece acreditar que o sofrimento econômico levará o Irã a ceder.
Bolsas globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em queda nesta sexta-feira, conforme investidores avaliavam novos dados no varejo dos EUA.
Perto das 14h45, o Dow Jones tinha queda de 0,26%, enquanto o S&P 500 caía 0,25% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,46%.
Na Europa, a maioria dos mercados encerrou em baixa nesta sexta, em meio às tensões geopolíticas e ao aumento nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 teve queda de 0,2%, aos 657,86 pontos.
Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, foi na contramão e subiu 0,53%, enquanto o CAC-40, da França, caiu 0,16% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,21%.
Na Ásia, as ações chinesas encerraram a sessão desta sexta-feira (14) praticamente estáveis, conforme investidores seguiam cautelosos durante a temporada de balanços do segundo trimestre.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,04%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve leve alta de 0,01%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,1%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 2,42%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,59%.
Fonte: Agencia de noticias Reuters
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