A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, elevou para **95% a chance de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026**. No boletim anterior, a estimativa era de 81%. Para o período entre novembro e janeiro, a probabilidade de um fenômeno muito intenso é de 90%.
O aquecimento do Pacífico Equatorial vem se intensificando. A temperatura da região Niño 3.4 passou de **1,2°C para 1,8°C acima da média** em cerca de um mês, nível considerado compatível com um El Niño forte por especialistas.
No Brasil, os impactos devem variar conforme a região. O **Sul tende a registrar aumento das chuvas**, elevando o risco de temporais, alagamentos e cheias. Já o Norte e parte do Nordeste podem enfrentar redução das precipitações e períodos de seca. No Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos podem ser mais irregulares, com calor frequente e mudanças no comportamento das frentes frias.
A intensidade do fenômeno dependerá da evolução das temperaturas do Pacífico e da resposta da atmosfera. Especialistas também alertam que, em um planeta já mais quente devido às mudanças climáticas, mesmo eventos moderados de El Niño podem contribuir para **ondas de calor, secas e chuvas extremas**.
Fonte: G1
Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA

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