A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, tomou conhecimento e passou a investigar supostos crimes de roubo e cárcere privado, que teriam ocorrido no dia 4 de agosto, no município. No decorrer das diligências, entretanto, apurou-se que os fatos não aconteceram conforme inicialmente relatado pela suposta vítima.
Na noite de 5 de agosto, uma mulher de 38 anos procurou a polícia e afirmou que teria sido abordada por três pessoas na noite anterior, sendo mantida em cárcere até o dia seguinte. Ela também informou que os suspeitos teriam roubado seu veículo e R$ 200 em dinheiro.
A partir da comunicação, foram realizadas buscas e inserido alerta de furto/roubo para o automóvel. O veículo foi localizado horas depois, abandonado na região central de Francisco Beltrão, e encaminhado à delegacia.
Durante as diligências, porém, foram identificadas inconsistências na versão apresentada. Em depoimento prestado à PCPR nesta quarta-feira (12), a mulher admitiu que não havia sido vítima de roubo, sequestro ou cárcere privado. Segundo ela, havia passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas na companhia de outras pessoas e, posteriormente, se deslocado voluntariamente para outro local.
A mulher afirmou que inventou a história por vergonha de contar aos familiares o que havia ocorrido e confirmou que o roubo comunicado à polícia não aconteceu.
Diante dos fatos, a PCPR determinou a formalização de procedimento criminal em desfavor da mulher pela prática, em tese, do crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção.
A PCPR ressalta que a comunicação falsa de crimes provoca a mobilização indevida de recursos públicos e de equipes policiais que poderiam estar empenhadas no atendimento de ocorrências reais.
Após a conclusão dos procedimentos, o caso será encaminhado ao Poder Judiciário.
Fonte: PCPR
Foto: Arquivo Beltrão Agora

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