Entenda o que diferencia tornado, ciclone, furacão e outros fenômenos extremos

Foto: Foto: Imagem cedida/ Renan Bayer

Um tornado atingiu três municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul na noite de terça-feira (28), deixando sete pessoas feridas e causando destelhamentos, quedas de árvores e postes. O fenômeno se formou dentro de uma supercélula, um tipo de tempestade intensa capaz de gerar granizo, ventos fortes e tornados.

No litoral de São Paulo, no dia seguinte, ventos costeiros com rajadas acima de 100 km/h provocaram transtornos, como queda de árvores, suspensão de balsas e interrupção temporária da navegação no Porto de Santos. Um homem morreu após ser atingido por uma árvore.

Apesar de todos envolverem ventos intensos, tornado, supercélula, ciclone, furacão e ventos costeiros são fenômenos diferentes.

O tornado é menor em tamanho, mas possui ventos extremamente fortes concentrados em uma área pequena. Geralmente dura poucos minutos e pode causar grandes estragos em locais específicos. Já a supercélula é uma tempestade com uma corrente de ar em rotação dentro da nuvem, podendo dar origem a tornados.

Os ventos costeiros atingem áreas próximas ao litoral e costumam abranger regiões maiores, podendo provocar quedas de árvores, danos em estruturas e problemas em portos e embarcações.

Já os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão muito maiores, que podem se estender por centenas de quilômetros e durar vários dias. Eles se formam principalmente pelo encontro de massas de ar quente e frio, sendo comuns na região Sul do Brasil.

Os furacões são um tipo de ciclone tropical, formados sobre oceanos quentes próximos à Linha do Equador. No Brasil, o caso mais conhecido foi o furacão Catarina, que atingiu Santa Catarina em 2004 com ventos próximos de 200 km/h.

Especialistas explicam que as mudanças climáticas podem favorecer eventos extremos mais intensos, já que uma atmosfera mais quente consegue armazenar mais umidade e energia. Porém, ainda não é possível afirmar que tornados estejam aumentando no Brasil, devido à dificuldade de registro desses fenômenos pequenos e de curta duração.


Fonte: G1