Um dos suspeitos de envolvimento na morte do policial civil Emanoel Raimundo Leite dos Santos, assassinado na tarde desse domingo (27/7) com um tiro no rosto enquanto soltava pipa com o filho de 8 anos, na Orla do Araxá, em Macapá (AP), morreu na madrugada desta segunda-feira (28/7) em um confronto com as forças de segurança.
O adolescente de 17 anos foi encontrado armado com uma pistola, de acordo com o secretário de Segurança Pública, delegado Cezar Vieira. Durante a abordagem, ele reagiu à ação policial e atirou contra os agentes, sendo morto no confronto. A arma apreendida com o suspeito, no entanto, não era a mesma que havia sido roubada da vítima.
Segundo as investigações preliminares, os criminosos perceberam que o policial civil estava armado e decidiram executá-lo para roubar a arma de fogo.
Além do suspeito morto, um segundo adolescente se apresentou espontaneamente à autoridade policial e está sendo ouvido para que seja apurada sua possível participação no homicídio.
O secretário de Segurança Pública, Cezar Vieira, afirmou que a investigação trabalha com a hipótese de outros coautores terem participado da execução e garantiu que a força-tarefa permanecerá mobilizada até que todos sejam localizados e responsabilizados.
“Não vamos permitir que esse crime fique impune. A integração entre todas as forças de segurança demonstra nosso compromisso em dar uma resposta rápida, firme e eficaz à sociedade. Seguiremos trabalhando até prender todos os envolvidos”, declarou o secretário.
A arma do policial ainda não foi recuperada, e as equipes seguem intensificando as buscas para localizá-la, além de identificar e prender todos os envolvidos no crime.
O crime
O policial foi assassinado com um tiro no rosto, na tarde de domingo (27/7), enquanto soltava Pipa na Orla do Araxá, em Macapá (AP), ao lado do filho de oito anos.
Segundo informações repassadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Daniel Marsili, Emanuel soltava pipa com a criança quando foi surpreendido por dois criminosos. Ele teria reagido à ação dos suspeitos, sendo atingido por um disparo no rosto. A morte foi confirmada ainda no local do crime.
A investigação preliminar apontou que não houve troca de tiros antes de o policial ser atingido. Após o assassinato, os criminosos fugiram levando a arma de uso pessoal da vítima. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.
A criança presenciou toda a cena. De acordo com o delegado-geral, ela ficou profundamente abalada e em estado de choque.
As primeiras informações indicam que os suspeitos estavam com o rosto à mostra no momento do ataque e fugiram, após o disparo, em direção ao bairro do Araxá.
Fonte: Metropoles
Foto: Lucas Brito/ Polícia Civil do Amapá

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