Soja alcança pico de 2026 impulsionada por fatores do mercado internacional

Foto: Pixabay

O preço da soja no Brasil alcançou nesta semana o maior patamar de 2026, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo aumento das compras da China. Somente em junho, os chineses importaram 12 milhões de toneladas do grão brasileiro, ao mesmo tempo em que reduziram as aquisições dos Estados Unidos em meio à guerra comercial.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta não é explicada apenas por esses motivos. “Temos uma soma de fatores. Temos uma situação de demanda forte, que ainda se mantém na exportação brasileira. Temos um porto bastante aquecido e os prêmios de exportação estão bastante altos”, afirma.

Silveira explica que outro fator importante é o bom desempenho da Bolsa de Chicago. Segundo ele, a expectativa de que a China volte a comprar com mais força soja dos Estados Unidos tende a fortalecer as exportações norte-americanas e reduzir a projeção dos estoques finais da nova safra, mesmo diante de uma produção maior.

“Temos uma China que tende a voltar com mais força para o mercado norte-americano. Isso acaba pressionando as projeções de exportação e também o estoque final da safra nova nos Estados Unidos”, destaca.

O analista também chama atenção para o consumo interno norte-americano. De acordo com ele, a demanda da indústria pelo óleo de soja tem elevado o ritmo de esmagamento, reduzindo a disponibilidade de estoques.

“Nos Estados Unidos há uma demanda interna muito forte por conta do uso do óleo de soja. A indústria está comprando muita soja, fazendo muito esmagamento e, por conta disso, essa demanda interna está pressionando os estoques americanos”, explica.

No Brasil, a demanda segue fortalecida, enquanto fatores climáticos também começam a influenciar o mercado. Silveira ressalta que o avanço do El Niño aumenta as incertezas sobre a produção da próxima safra na América do Sul.

“Aqui no Brasil temos uma situação de demanda bastante fortalecida. Além disso, temos um incremento do El Niño, que traz preocupações e incertezas sobre a safra de soja na América do Sul no ano que vem. Tudo isso acaba pesando no curto prazo e, de maneira estrutural, vai elevando as cotações”, afirma.

Cenário segue favorável

Questionado sobre as perspectivas para os produtores que ainda possuem soja armazenada, o analista afirma que o mercado continua sem fundamentos baixistas. “Não temos agora fundamentos baixistas. Pelo contrário, a tendência é que continuemos a ver preços bastante elevados e bastante firmes”, avalia.

Na avaliação de Silveira, as cotações ainda podem avançar até setembro, embora os preços atuais já representem boas oportunidades de comercialização. “Eu diria que até setembro existe a possibilidade de os preços subirem um pouco mais, mas os preços de hoje já configuram oportunidades de venda”, afirma.

“Aqui no Brasil temos uma situação de demanda bastante fortalecida. Além disso, temos um incremento do El Niño, que traz preocupações e incertezas sobre a safra de soja na América do Sul no ano que vem. Tudo isso acaba pesando no curto prazo e, de maneira estrutural, vai elevando as cotações”, afirma.

Cenário segue favorável

Questionado sobre as perspectivas para os produtores que ainda possuem soja armazenada, o analista afirma que o mercado continua sem fundamentos baixistas. “Não temos agora fundamentos baixistas. Pelo contrário, a tendência é que continuemos a ver preços bastante elevados e bastante firmes”, avalia.

Na avaliação de Silveira, as cotações ainda podem avançar até setembro, embora os preços atuais já representem boas oportunidades de comercialização. “Eu diria que até setembro existe a possibilidade de os preços subirem um pouco mais, mas os preços de hoje já configuram oportunidades de venda”, afirma.



Fonte: Canal Rural