Homem é indiciado por feminicídio após conclusão de inquérito da Polícia Civil

Foto: catve

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por intermédio da 42ª Delegacia Regional de Polícia de Jaguariaíva, concluiu o Inquérito Policial que apurava o feminicídio consumado da vítima Gislaine Maria de Mello, ocorrido em julho de 2026. O relatório final da investigação foi formalmente encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Paraná.

Ao término das apurações, o investigado, convivente da vítima, foi formalmente indiciado pela prática de feminicídio consumado, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, com a incidência de causas de aumento de pena (emboscada e meio cruel) e da circunstância agravante de motivo torpe, delito de natureza hedionda.

Os fatos ocorreram na noite de 3 de julho de 2026, por volta das 23h03, no Bairro Kennedy 2, em Jaguariaíva. A vítima foi atingida por múltiplos golpes de arma branca na região do pescoço, desferidos pelo convivente, vindo a óbito em via pública em decorrência das graves lesões sofridas. Ainda naquela noite, diligências conjuntas da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal resultaram na localização e na prisão em flagrante do autor.

Submetido a audiência de custódia, o indiciado teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pelo Poder Judiciário, permanecendo custodiado no sistema prisional.

No prosseguimento das diligências investigativas, a Polícia Civil reuniu robusto conjunto probatório, que compreendeu a análise técnica de imagens de circuitos de videomonitoramento, a apreensão da arma do crime e de vestuários relacionados aos fatos, além da oitiva de diversas testemunhas. A investigação apontou que a motivação do crime esteve ligada a um sentimento de vingança decorrente de questões de foro íntimo do relacionamento, conduta que se enquadra no âmbito da violência de gênero.

Com a remessa do relatório final ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Paraná, o rito processual avança para a fase acusatória, cabendo ao Ministério Público a análise do acervo probatório e o oferecimento da denúncia para a instauração da ação penal. Por se tratar de crime doloso contra a vida, o procedimento seguirá o rito do Tribunal do Júri.

DENÚNCIAS — A PCPR conta com a colaboração da sociedade. Informações que auxiliem nas investigações e na localização de foragidos da Justiça podem ser repassadas de forma anônima pelo 197 da PCPR e pelo 181 do Disque-Denúncia, ou diretamente à equipe de investigação de Jaguariaíva, pelo telefone (43) 3535-6721.


Fonte: Catve