Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária, do Centro de Apoio ao Controle de Zoonoses e Bem-Estar Animal (CCZ) e da Polícia Civil resultou no recolhimento de uma cadela da raça pitbull que vinha causando preocupação entre moradores do bairro Jardim Seminário, em Francisco Beltrão.
A operação foi realizada após diversas denúncias de que o animal estaria circulando solto pelas ruas, oferecendo risco à população e atacando outros animais da vizinhança. De acordo com a Vigilância Sanitária, o tutor já havia sido notificado para adotar as medidas necessárias a fim de impedir que a cadela continuasse escapando da residência. No entanto, as orientações não foram atendidas e o problema persistiu, motivando a intervenção das equipes.
Após o recolhimento, médicos-veterinários do Centro de Apoio ao Controle de Zoonoses e Bem-Estar Animal encaminharam a cadela ao CCZ, onde ela permanecerá por sete dias. Nesse período, será submetida à castração, vacinação, avaliação clínica e receberá toda a medicação necessária.
Pitbull só poderá retornar ao tutor após adequação do local e nova inspeção
Enquanto isso, o tutor deverá providenciar as adequações exigidas no imóvel para garantir que o animal permaneça em um ambiente seguro, sem risco de fuga ou de novos incidentes. Antes de qualquer possibilidade de devolução, a equipe técnica realizará uma nova inspeção na residência. Somente se forem constatadas condições adequadas para manter o animal em segurança e sem oferecer riscos à população, a cadela poderá retornar ao tutor.
Segundo o fiscal da Vigilância Sanitária, Vagner Cristofoli, a medida foi necessária diante do risco que a situação representava para os moradores. "Recebemos diversas denúncias de que o animal estava escapando da residência, atacando outros animais e colocando em risco a população. O tutor foi notificado para resolver a situação, mas as providências não foram tomadas. Diante da continuidade do problema, realizamos uma ação conjunta com a Polícia Civil e o Centro de Zoonoses para recolher a cadela e evitar que ocorresse um acidente mais grave", afirmou.
Cristofoli explica que o tutor continua sendo responsável pelo animal e terá o prazo de sete dias para adequar o local onde a cadela é mantida. "Antes do retorno do animal, faremos uma nova vistoria para verificar se todas as adequações foram realizadas. O objetivo é garantir a segurança da população e evitar que situações como essa voltem a ocorrer. Havia um risco real de ataque a crianças, idosos ou outros moradores, por isso foi necessária uma intervenção preventiva", destacou Vagner.
Fonte: Assessoria
Foto: Assessoria

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