O estado do Paraná foi atingido por pelo menos oito tornados desde 2025, em um período de nove meses. A informação foi confirmada ao g1 pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O mais recente foi neste domingo (28), em Reserva, nos Campos Gerais
Desde o início do ano, outros três foram registrados: dois em janeiro - em Mercedes (oeste) e São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) - e um em fevereiro, em Foz do Iguaçu.
Em 2025, o primeiro foi um em setembro, em Santa Maria do Oeste. Em novembro outros três, mais devastadores, atingiram a região central do estado: um em Turvo, um em Guarapuava e um em Rio Bonito do Iguaçu - cidade que foi 90% destruída pelo fenômeno. Veja os detalhes e as diferenças entre todos eles mais abaixo.
Segundo especialistas, o Paraná está localizado em uma das regiões mais propensas à formação de tornados no planeta. O estado ocupa o segundo maior corredor de tornados do mundo, atrás apenas das chamadas "pradarias centrais" dos Estados Unidos, que têm como característica relevo plano e áreas de baixas altitudes.
De acordo com a especialista em tornados Karin Linete Hornes, professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), um dos motivos que deixa o território paranaense vulnerável é a combinação entre massas de ar quente e de ar frio.
"Nós temos sistemas convectivos de média escala que se formam lá no Paraguai, nós temos entradas de frentes frias, muitas vezes que estão associadas também a ciclones que acontecem principalmente no litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses três fenômenos formam o combustível perfeito para a instabilidade da atmosfera e para a formação de tornados. Claro que, além de tornados, nós também temos vendavais e chuva de granizo, que estão associados a esses eventos de tempestade severa", detalha Hornes.
Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF).
No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente, e o Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados - quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno.
Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Veja abaixo:
Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves;
Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados;
Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis;
Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos;
Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores;
Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema.
Fonte: G1
Foto: Portal Boletim

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