O Sistema FAEP repudiou o novo corte no orçamento do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural de 2026, anunciado nesta semana pelo Governo Federal. A medida retira R$ 56,2 milhões do programa, que terão destinação para outras áreas e ações do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Segundo a entidade, a nova redução desestimula ainda mais o produtor rural, que já tem diminuído a contratação do seguro. Além disso, o Sistema FAEP afirma que o corte atinge uma das principais ferramentas de proteção das lavouras contra perdas provocadas por eventos climáticos.
A entidade lamenta a nova redução e reforça que o seguro rural não deve ser tratado como gasto público. Para o Sistema FAEP, a subvenção representa um investimento na segurança produtiva, econômica e alimentar do país.
Seguro Rural é apontado como investimento
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que cada real aplicado na subvenção contribui para reduzir perdas econômicas no campo. Além disso, ele destacou que o recurso ajuda a preservar a capacidade produtiva das propriedades rurais.
“Cada real aplicado na subvenção contribui para reduzir perdas econômicas decorrentes de eventos climáticos, preserva a capacidade produtiva das propriedades rurais, diminui a necessidade de programas emergenciais de renegociação de dívidas e fortalece a estabilidade da oferta de alimentos”, garante Meneguette.
Neste sentido, a entidade defende que o programa tem papel estratégico para a gestão de riscos na agropecuária. Dessa forma, a redução dos recursos aumenta a preocupação de produtores que dependem do seguro para enfrentar prejuízos causados por clima adverso.
Bloqueio já preocupava o setor produtivo
Antes do novo corte, o setor já demonstrava apreensão com o bloqueio de R$ 461,7 milhões do programa. Segundo o Sistema FAEP, o bloqueio segue na iminência de acontecer e pode comprometer 45,7% do valor orçado para o Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural.
Para Meneguette, a confirmação de mais um corte aumenta a pressão sobre o campo. Além disso, ele afirma que o montante já não era suficiente para garantir cobertura adequada e gestão eficiente de riscos nas propriedades rurais.
“Agora, que mais um corte é concretizado, em um montante que, comprovadamente, já não era suficiente para garantir a cobertura e adequada gestão de riscos no campo, ficamos ainda mais pressionados”, comenta Meneguette.
Recursos ficam abaixo da metade do orçamento
Somando o valor bloqueado aos montantes já cortados, o recurso restante para o Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural fica bem abaixo da metade do total previsto para o ano. Pela Lei Orçamentária Anual, o orçamento inicial era de R$ 1,01 bilhão.
De acordo com o Sistema FAEP, os cortes sucessivos prejudicam a segurança orçamentária dos produtores rurais. Além disso, a entidade avalia que a redução amplia as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo.
“Não é possível seguir aceitando esses seguidos golpes à segurança orçamentária dos produtores rurais. Os recentes cortes prejudicam ainda mais a situação do campo, que já acumula inúmeras dificuldades”, completa Meneguette.
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Paraná lidera contratação de seguro rural
O Paraná é o Estado que mais contrata seguro rural no país. No entanto, segundo o Sistema FAEP, essa contratação tem registrado queda justamente pelo desestímulo provocado pela redução do apoio federal.
Para a entidade, sem o suporte da subvenção, muitos produtores não conseguem manter a contratação do seguro. Consequentemente, eles ficam mais expostos aos prejuízos decorrentes de eventos climáticos e outras adversidades no campo.
“Sem o suporte da subvenção federal, não tem como o produtor rural fechar a conta. Ele fica desprotegido, assumindo sozinho os prejuízos”, conclui Meneguette.
Fonte: Diario do Sudoeste 
Foto: Diario do Suodeste

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