Vinícius Jr. é o jogador brasileiro que mais nos dá orgulha de ser brasileiro numa Copa do Mundo pelo menos desde 2002, quando conquistamos o pentacampeonato. E não é à toa.
Vini é brasileiro na essência. Briga por suas causas como ninguém. Sua luta contra o racismo é admirável, corajosa, necessária. Não abaixa a cabeça para europeus brancos elitistas.
Vinícius Jr. é o jogador brasileiro que mais nos dá orgulha de ser brasileiro numa Copa do Mundo pelo menos desde 2002, quando conquistamos o pentacampeonato. E não é à toa.
Vini é brasileiro na essência. Briga por suas causas como ninguém. Sua luta contra o racismo é admirável, corajosa, necessária. Não abaixa a cabeça para europeus brancos elitistas.
Fez cena para as câmeras? Deu showzinho? Não. Foi lá e fez outro. Deveria ser o artilheiro do torneio ao lado de Messi. Mas também não se importou. Participou de seis dos sete gols do Brasil no torneio, só que é o tipo de jogador que prefere que o coletivo brilhe. Joga para o grupo. Sempre.
E quanto às críticas? Aquelas vindas de 99% da torcida brasileira que dizia que ele não rendia com a camisa da seleção, que o verdadeiro craque era outro, que numa partida importante ele sumia. Vini não liga. Come quieto. Nessa Copa, Vini Jr está mais maduro que nunca.
Mais feliz que nunca. Sorridente, confiante, confortável até com o papel de coadjuvante que muitos insistem em lhe atribuir. Claramente não se incomoda, porque ele sabe exatamente quem é.
Vini não precisa se impor como “o cara”. Mesmo sendo, na prática, o melhor jogador da seleção brasileira nos últimos 3 anos e meio. Eleito o melhor do mundo há menos de dois anos. O único brasileiro a alcançar esse feito em quase duas décadas, desde Kaká.
Mas muitos torcedores sequer lembram disso. Ainda esperam por algum herói hipotético. Até ontem, não ouvi nenhum brasileiro dizer que se a Seleção vencer a Copa vai ser graças a Vini Jr. O imaginário popular reserva o papel de paladino do hexa para outro, um que talvez nunca venha.
Enquanto isso, Vini vai chegando, em silêncio. Nos estádios, onde estive nos 3 jogos do Brasil nesta Copa, não ouvi as arquibancadas gritarem seu nome em coro nenhuma vez. Não existe uma música sequer feita especialmente para ele. Outros foram rigorosamente entoados, em uníssono.
E olha que Vini fez pelo menos um gol em cada jogo da Copa. Foi o quinto brasileiro da história a conseguir esse feito na fase de grupos, igualando Ronaldo Fenômeno, Romário, Rivaldo e Jairzinho. E todas as vezes que isso aconteceu, o Brasil foi campeão. Não significa nada, claro. Mas significa alguma coisa.
Ver Vini Júnior jogar com a 7 da seleção que foi de Garrincha, Bebeto, Jairzinho e tantos outros, dá orgulho. Que bom que ele é brasileiro.
O hexa vir nesta Copa, é improvável, mas não impossível. Se, por um descuido do destino, acontecer, certamente vai passar pelo altruísmo e estrela de Vini Júnior. E, mesmo se não vier, há algo que conforta: para 2030, chegaremos com uma ótima geração, liderada por ele.
Ao lado de Endrick, Estêvão, Rayan, Rodrygo e outros que estão chegando, o Brasil vai chegar forte.
Porque mesmo que essa Copa não venha, Vini Júnior já sai vencedor. Das arquibancadas americanas, é nítido que ninguém esperava nada dele com a seleção. Diziam que era só mais um bom jogador entre tantos que não conseguiram repetir na seleção o que faziam nos clubes.
Fonte: ESPN
Foto: CGN

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