Entidade do agronegócio rebate críticas e diz que campo não é responsável pela inflação dos alimentos

Foto: REUTERS/Sergey Pivovarov

Os custos de produção dos agricultores gaúchos ficaram praticamente estáveis em maio, segundo acompanhamento da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul). Segundo a entidade, a queda da taxa de câmbio no mês ajudou a aliviar os preços dos insumos importados, sobretudo fertilizantes e defensivos, enquanto o recuo do diesel  contribuiu para reduzir a pressão sobre fretes e operações mecânicas.

Entretanto, a Farsul lembra que os custos seguem em patamares elevados e subiram 5,94% neste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

Outro problema, apontado pela entidade, é que os preços recebidos pelos produtores recuaram em maio, interrompendo a alta observada nos meses anteriores. A queda mensal foi de 1,98%.  O movimento foi impulsionado pelos preços menores de suínos, soja e arroz.

Com esse resultado, m 12 meses o indicador IIPR (de preços recebidos) permanece negativo, com retração de 7,64%.

"É importante destacar o descasamento entre o preço ao produtor e o preço ao consumidor, medido pelo IPCA Alimentos. Enquanto o IIPR ainda acumula queda em 12 meses, o IPCA Alimentos segue pressionado, evidenciando que a inflação de alimentos não se origina no campo, mas sim ao longo das demais etapas da cadeia e da dinâmica macroeconômica", diz a Farsul, em nota.


Fonte: CNN