China segue como principal referência na formação do preço do boi gordo no Brasil

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O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com queda dos preços. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias reforça que as indústrias contam com maior ociosidade neste momento, o que, por consequência, faz com que a necessidade por gado para o abate seja inferior.

“Grande parte dos frigoríficos já sinaliza para a interrupção da produção voltada aos chineses. Durante o dia, o alerta de que 100% da cota australiana foi atingida foi divulgado pelas autoridades chinesas”, detalha.

Segundo ele, o Brasil deve receber, nos próximos dias, o segundo alerta, apontando para o preenchimento de 80% da cota de 1,1 milhão de toneladas que lhe cabe para embarque à China. “Esse fator deve reforçar a posição das indústrias em torno do aumento da capacidade ociosa”, disse.

Média da arroba do boi gordo

São Paulo: R$ 346,75 — ontem: R$ 348,67

Goiás: R$ 325,36 — ontem: R$ 326,25

Minas Gerais: R$ 325,59 — ontem: R$ 326,18

Mato Grosso do Sul: R$ 341,82 — ontem: R$ 342,27

Mato Grosso: R$ 345,47 — ontem: R$ 346,69

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda apresenta acomodação nos preços da carne bovina, ainda com expectativa de recuperação dos preços nos próximos dias.

“Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável em especial às vésperas dos jogos da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, diz Iglesias.

Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo

Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo

Ponta de agulha: R$ 20,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,26%, negociado a R$ 5,1740 para venda e a R$ 5,1720 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1281 e a máxima de R$ 5,1901.


Fonte: Canal Rural