Trigo tem leve alta em Chicago com redução de perdas, mas mercado segue pressionado por expectativa de safra global forte

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Após iniciar a semana em queda, os contratos futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) passaram a operar em leve alta no decorrer desta segunda-feira (15). Por volta das 13h12 (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a US$ 5,87 por bushel, com ganho de 24 pontos em relação ao fechamento anterior.

Julho/26: US$ 5,87/bushel, com alta de 2,4 pontos.

Setembro/26: US$ 5,97/bushel, com alta de 2 pontos.

Dezembro/26: US$ 6,14/bushel, com alta de 2,2 pontos.

Mais cedo, o mercado trabalhava pressionado pelas perspectivas favoráveis para a safra norte-americana e pela melhora das condições das lavouras em importantes regiões produtoras. No entanto, ao longo da sessão os preços encontraram suporte em movimentos de cobertura de posições vendidas e em compras técnicas após as recentes quedas.

O mercado segue monitorando o desenvolvimento da safra de inverno dos Estados Unidos. As chuvas registradas nas principais áreas produtoras continuam favorecendo o potencial produtivo das lavouras, fator que limita movimentos mais expressivos de alta.

Além dos Estados Unidos, investidores acompanham as perspectivas de produção em outros grandes exportadores. A expectativa de oferta relativamente confortável no Hemisfério Norte continua sendo um dos principais fatores baixistas para os preços internacionais.


Mercado brasileiro mantém sustentação

No Brasil, o cenário segue diferente do observado em Chicago. De acordo com levantamentos do Cepea, os preços domésticos permanecem sustentados pela oferta restrita da safra velha e pela postura cautelosa dos vendedores.

A semeadura da nova safra avança em ritmo acelerado nas principais regiões produtoras. Dados da Conab indicam que o plantio já supera 40% da área prevista no país, com destaque para o Paraná, onde os trabalhos estão mais adiantados. As condições climáticas favoráveis vêm garantindo boa umidade do solo e desenvolvimento inicial satisfatório das lavouras.

Apesar do avanço da semeadura, o mercado físico segue com baixa liquidez. Produtores permanecem atentos ao comportamento dos preços e aos riscos climáticos para os próximos meses, enquanto moinhos mantêm compras pontuais.

Fonte: Noticias Agricolas