O Grupo 2 de Julho, conhecido também como Grupo Borges, com produções de café e batatas em fazendas localizadas em Mucugê (BA), teve seu pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça para a negociação de um passivo de R$ 137 milhões.
Segundo a companhia, a crise financeira foi causada por aumento de custos e problemas climáticos que atingiram as lavouras.
“A partir de 2021, as safras de café foram severamente prejudicadas por geadas e secas prolongadas, encarecendo a matéria-prima e comprimindo as margens da indústria”, disse a Quist Investimentos, que representa o Grupo 2 de julho. “Simultaneamente, a elevação das taxas de juros tornou o capital de giro muito mais oneroso”, acrescentou.
Além disso, o grupo acredita que a produção perdeu competitividade, a partir de 2023, na região de Feira de Santana (BA) com a chegada de grandes redes atacadistas.
A recuperação judicial é coordenada pela Quist Investimentos e Flávio Lopes Advogados Associados. O Banco do Brasil, Bradesco e Itaú são os principais credores.
Fonte: Globo Rural
Foto: Divulgação

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