Uma mulher de 37 anos presa em Santa Catarina após se passar por uma adolescente pode ter aplicado golpes também no Paraná. O caso voltou a repercutir após uma professora de Curitiba reconhecer a suspeita por fotos divulgadas na imprensa e por áudios enviados a outras vítimas.
Segundo a educadora, a mulher fingia ter 13 anos, dizia sofrer de câncer e participava de grupos religiosos online durante a pandemia. A relação entre elas começou em 2021, em um grupo de orações, e se tornou diária. A suposta adolescente compartilhava histórias emocionantes, envolvendo doença, mortes na família e dificuldades financeiras.
A professora afirma que chegou a criar forte vínculo afetivo com a golpista, participando de homenagens e até enviando dinheiro por pix. As suspeitas começaram após pedidos de doações e inconsistências nas histórias contadas.
Em 2022, vítimas registraram uma notícia-crime na Delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, mas o inquérito não avançou. Agora, elas pedem a retomada das investigações.
Em Santa Catarina, a mulher confessou ter enganado uma família por mais de um ano, vivendo como uma adolescente e utilizando comportamento infantilizado para manter o disfarce. Ela foi indiciada por estelionato e falsidade ideológica e permanece presa em Joinville.
fonte: Tribuna
Foto :reprodução

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