Mudanças no futebol ajudam a explicar queda de protagonismo dos laterais brasileiros

Foto: Mohamed Bissar/CBF

A seleção brasileira chega à Copa do Mundo de 2026 ainda sem definições nas laterais, setor que já foi uma das maiores forças do futebol nacional. Após o corte de Wesley, aumentaram os questionamentos sobre a falta de nomes consolidados para as posições.

Especialistas apontam que a dificuldade não é exclusiva do Brasil. A evolução tática do futebol mundial reduziu o protagonismo dos laterais tradicionais, enquanto muitos clubes passaram a utilizar zagueiros ou meio-campistas adaptados nas funções.

No atual ciclo da Seleção, 24 laterais foram convocados, mas poucos conseguiram se firmar. Para analistas, a saída precoce de jovens jogadores para o exterior também dificulta o processo de formação e amadurecimento.

Outra tendência é o uso de zagueiros nas laterais. Nomes como Danilo, Éder Militão e Léo Pereira já exerceram essa função em diferentes momentos.

Apesar da escassez de laterais de destaque, o Brasil segue contando com um grande número de atacantes e pontas de alto nível. A missão do técnico Carlo Ancelotti será encontrar o melhor equilíbrio para a equipe na Copa do Mundo.

A estreia brasileira será diante de Marrocos, pelo Grupo C, que também conta com Haiti e Escócia.

Fonte: Ge.globo