Virginia Fonseca voltou a falar sobre as críticas que recebe e comentou os questionamentos envolvendo os resultados de suas empresas. A manifestação aconteceu na noite de segunda-feira, 1º de junho, pouco antes de ganhar repercussão uma reportagem da revista Piauí que cita uma suposta investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo movimentações financeiras ligadas à influenciadora.
Por meio das redes sociais, Virginia afirmou que enfrenta julgamentos desde o início de sua trajetória na internet e destacou que construiu seus negócios com trabalho. Além disso, ela ressaltou que os números das empresas passam por auditoria. “Eu estava pensando esses dias… E sabe de uma coisa? Eu também me canso. Eu também tenho dias em que dói. Mas eu me reconstruo”, começou a famosa.
Na sequência, ela refletiu sobre as críticas que recebe ao longo da carreira. “E percebi que uma das maiores lições que a vida me ensinou até hoje foi que as pessoas sempre vão ter uma opinião sobre você”. Virginia também relembrou o período em que começou a produzir conteúdo para a internet. Segundo ela, muitas pessoas desacreditavam de seu trabalho.
“E, na maioria das vezes, isso diz muito mais sobre elas do que sobre você. Quando comecei a gravar vídeos para a internet, diziam que eu estava passando vergonha. E eu senti vergonha. Mas continuei”, completou. Em seguida, a influenciadora afirmou que enfrentou críticas em diferentes áreas da vida.
“Nos relacionamentos, fui julgada. Na maternidade, fui julgada. Quando construí empresas do zero, fui julgada. Me lembro de quando diziam que não duraria um ano. Depois que era barato demais. Depois que era sorte”, escreveu. Por fim, Virginia mencionou diretamente os questionamentos envolvendo os resultados de seus negócios.
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“E quando já não existia mais o que dizer, começaram a questionar os métodos, os números e os resultados. Os números das empresas que construímos com tanto trabalho passaram a ser questionados, mesmo sendo auditados por uma das maiores empresas de auditoria, a BDO”, encerrou.
O que diz a reportagem sobre investigação
Segundo reportagem publicada pela revista Piauí, Virginia Fonseca estaria no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. A publicação informa que a apuração teria surgido a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
De acordo com a revista, a investigação procura verificar a legalidade de operações financeiras relacionadas à influenciadora e a empresas ligadas a ela, “bem como a origem dos recursos movimentados, a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro”.
A reportagem relata ainda que documentos analisados pelas autoridades apontaram questionamentos sobre movimentações financeiras envolvendo a Talismã Digital. Conforme a publicação, entre março e setembro de 2024, a empresa teria recebido R$ 22,4 milhões. A maior parte dos valores teria chegado por meio de transferências via PIX e TED.
Ainda segundo a Piauí, o principal responsável pelos depósitos estaria enquadrado no Simples Nacional, regime tributário destinado a empresas de menor porte. Por isso, o volume financeiro teria chamado a atenção dos órgãos de controle. A reportagem também cita dados relacionados à Wpink Suplementos Nutricionais.
Detalhes do caso de Virginia
Segundo a revista, um relatório enviado ao Coaf apontou movimentações entre janeiro e março de 2025. Nesse período, os créditos registrados teriam alcançado R$ 43,6 milhões, enquanto os débitos somaram R$ 43,5 milhões. De acordo com a publicação, o documento indicaria que o montante movimentado aparentemente não corresponderia ao faturamento mensal informado pela empresa.
Além disso, a Piauí trouxe informações sobre a Wepink Cosméticos, cuja razão social é Savi Cosméticos S.A. Conforme a reportagem, o Coaf recebeu alertas sobre operações consideradas suspeitas envolvendo a companhia. Entre novembro de 2023 e maio de 2024, teriam ocorrido 190 movimentações financeiras que totalizaram cerca de R$ 502 mil.
Segundo a revista, os valores entraram por meio de depósitos realizados em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias. Ainda de acordo com a publicação, o formato fragmentado das operações chamou a atenção do sistema financeiro por dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Até o momento, não havia informação sobre denúncia formal ou condenação relacionada ao caso.
Fonte: Ofuxico
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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