O Ministério Público do Paraná denunciou um homem de 39 anos pelos homicídios da esposa, Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha do casal, Maria Laura Roman Talaska, de três anos. As mortes ocorreram no dia 2 de maio, em Porto Rico, no Noroeste do Estado.
A denúncia foi apresentada na última segunda-feira (25) pela Promotoria de Justiça de Loanda. Conforme o documento, o acusado teria lançado deliberadamente o veículo em que a família estava nas águas do Rio Paraná, provocando a morte das vítimas por afogamento.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Márcio Talaska, de 38 anos, conduziu o carro de forma proposital até uma rampa náutica próxima ao Aqua Park Resort e entrou com o automóvel no rio.
De acordo com o Ministério Público, o casal havia passado o dia em Porto Rico visitando o filho mais velho e participando de uma confraternização na casa de amigos. Ao deixarem o local, por volta das 22h15, o denunciado teria iniciado uma discussão e insultado a esposa dentro do veículo.
Na sequência, ainda conforme a denúncia, ele acelerou em direção à rampa náutica e entrou nas águas do Rio Paraná. Após a submersão do carro, o homem conseguiu sair e nadar até a margem sem realizar tentativa imediata de resgate de Iria e Maria Laura, que permaneceram no automóvel.
Laudos da Polícia Científica apontaram que mãe e filha morreram por asfixia mecânica por afogamento.
O Ministério Público sustenta que o homicídio de Iria foi praticado por motivo torpe, relacionado a ciúmes e inconformismo após a vítima solicitar, durante a confraternização, a música "Narcisista", interpretada pelo acusado como referência ao relacionamento do casal.
A denúncia também aponta contexto de violência doméstica e familiar, marcado por ciúmes excessivos, violência psicológica e menosprezo à condição da vítima como mulher.
Em relação à morte de Maria Laura, o MPPR pede o reconhecimento da qualificadora do vicaricídio, previsto pela Lei 15.384/2026. O crime ocorre quando o homicídio de pessoa dependente ou sob guarda é praticado no contexto de violência doméstica com a intenção de causar sofrimento à mulher.
Segundo o Ministério Público, o entendimento considera que Iria poderia ter sobrevivido, enquanto a filha teria sido utilizada como instrumento de punição e sofrimento dentro da dinâmica de violência investigada.
Fonte: Catve
Foto: Catve

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