A Operação Hipócrates II, da Polícia Civil de São Paulo, revelou que dois homens teriam atuado como falsos médicos no Hospital de Clínicas Jardim Helena, na Zona Leste da capital, realizando cerca de 2.000 atendimentos em dois anos e sendo apontados por nove mortes relacionadas a falhas no atendimento.
Segundo o secretário da Segurança Pública, o pai de um dos investigados também exercia medicina ilegalmente e teria ligação com o crime organizado, embora não tenha sido detalhada sua participação nem se ele é alvo da investigação.
As apurações indicam que Marcos Phelipe utilizava documentos de um médico verdadeiro para atuar no hospital, enquanto o segundo suspeito segue foragido. Em um dos casos, uma paciente com dengue sofreu parada cardíaca e não teria recebido manobras de reanimação adequadas. Em outro, uma mulher morreu após permanecer horas sem exame que poderia identificar um aneurisma.
A investigação também aponta possível falha da direção do hospital na fiscalização dos profissionais contratados, além de salários abaixo da média pagos aos suspeitos. A gestão da unidade foi afastada por decisão judicial.
A defesa nega as acusações e afirma que os envolvidos não atuavam como médicos, classificando a operação como injusta. O hospital afirma que foi vítima de fraude, nega conluio e diz estar colaborando com as investigações. O Cremesp reforçou que o exercício ilegal da medicina é caso de polícia e que o registro profissional deve ser verificado pelos estabelecimentos.
Fonte: G1
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