Advogado é preso por lucrar R$ 700 mil com golpes de falsos investimentos, apostas e vendas, no Paraná

Foto: G1

O advogado Felipe Pereira foi preso preventivamente em Guarapuava, na região central do Paraná, suspeito de lucrar mais de R$ 713 mil aplicando golpes. Segundo a Polícia Civil, pelo menos 19 boletins de ocorrência foram registrados contra ele.

As investigações apontam que ele agia de três formas diferentes: com falsos investimentos, fazendo vendas pela internet sem entregar os produtos e prometendo retornos garantidos em plataformas de apostas e jogos de azar. Veja detalhes mais abaixo.

Em nota, a defesa do advogado disse que ainda não obteve acesso integral aos autos do inquérito policial e que o investigado "contribuirá com todas as informações necessárias para o completo esclarecimento dos fatos". Leia a nota completa mais abaixo.

Felipe Pereira foi detido no domingo (10), no estacionamento de um centro comercial, enquanto voltava para o carro acompanhado de outras pessoas.

No momento da abordagem, ele teve o celular apreendido; agora, o aparelho passa por perícia e o conteúdo está sendo analisado pela equipe de investigação.

"Em estrita observância às normas legais e prerrogativas profissionais do investigado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada, enviando uma representante para acompanhar todo o desdobramento da ocorrência", aponta a Polícia Civil.

Felipe responde pelo crime de estelionato, praticado mediante fraude eletrônica.

Como ele agia

Segundo o delegado Ramon Galvão, o advogado atraía vítimas com promessas de rentabilidade financeira, anunciava aparelhos eletrônicos e realizava ofertas em plataformas de jogos. No entanto, após o recebimento dos valores, os produtos não eram entregues e os retornos prometidos não eram realizados.

Veja o que diz a Polícia Civil sobre as modalidades de golpes:

falsos investimentos: o suspeito atraía vítimas com promessas de alta rentabilidade financeira, mas os valores aportados, aparentemente, não eram aplicados, resultando na perda total do capital das vítimas;

jogos de azar: ele utilizava plataformas de apostas e jogos para atrair interessados, prometendo retornos garantidos que não se concretizavam;

venda fictícia de celulares: ele anunciava aparelhos eletrônicos por preços atrativos e, após receber o pagamento, não realizava a entrega do produto.

Fonte: G1