Síndica suspeita de matar comerciante em distribuidora, diz que tiro foi acidental

Foto: Reprodução/Ric RECORD
  • A síndica suspeita de matar o comerciante Renato Alves da Silva, de 43 anos, continua presa após prestar depoimento à Polícia Civil do Paraná (PCPR). O caso ocorreu na noite de segunda-feira (27), em uma distribuidora de bebidas no bairro Ganchinho, em Curitiba. A investigação aponta que vítima e suspeita tinham um desentendimento relacionado à negociação de um apartamento, com uma dívida.

Em depoimento, em que a Ric RECORD teve acesso, a mulher afirma que queria vender um apartamento para a vítima. No entanto, o imóvel estava passando por questões burocráticas.

“Eu falei: ‘Eu tenho um apartamento, estava ajuizado, passando pela Justiça. Aí eu falei para ele: ‘Quando sair o parecer, se você quiser, eu te vendo o apartamento’”

No entanto, após a proposta, a suspeita disse que Renato começou a cobrá-la. “Só que daí ele começou a pegar dinheiro de vários agiotas, de várias pessoas, e começou a me acelerar, mandando ameaças para mim”.

Síndica suspeita de matar comerciante em Curitiba foi até distribuidora Devido as ameaças, a mulher relatou que foi até a distribuidora para poder conversar e negociar a situação com o suspeito. “Eu fui lá só para conversar, mas ele começou a me ameaçar, que já vinha ameaçando eu, meu marido e até minha neta, de nove anos”, disse. Sobre o momento do crime, a suspeita declarou que o tiro foi acidental.

“Eu tava com a arma aqui e peguei na arma. Ele falou assim: ‘Vai me matar?’. Falei: ‘Claro que não’. Ele veio para cima, na hora que veio, disparou em mim, só que eu não senti o tiro. Aí eu peguei a arma, virei para o lado dele e disparou a arma. Na hora que eu vi que ele caiu, peguei e saí correndo”, complementou. Após o tiro, a mulher deixou o local e deu entrada no Hospital do Trabalhador com um ferimento de raspão. Depois de receber alta, foi encaminhada à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi ouvida e presa. Vítima morreu no local Renato foi atingido por dois disparos de revólver calibre .38 na região do tórax e morreu no local. Não há registro de testemunhas diretas. A investigação, conduzida pela DHPP, continua em andamento e inclui a análise de imagens de câmeras de segurança da região.

Fonte: CGN