Após ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Monique Medeiros (foto em destaque), mãe de Henry Borel, se entregou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) na manhã desta segunda-feira (20/4). A mulher compareceu à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu). Ela é acusada de participação no homicídio de Henry, morto aos 4 anos de idade, em 2021.
Contra ela foi cumprido mandado de prisão preventiva.
A decisão do ministro ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar pela prisão de Monique. O parecer foi anexado na Reclamação 92.961, protocolada pela defesa de Leniel Borel, pai da criança, que contesta a decisão do relaxamento da prisão de Monique.
A ré havia sido solta em março deste ano, após o adiamento do julgamento do caso para o dia 25 de maio, depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, abandonou o plenário.
“Sigo lutando como pai”
À coluna, Leniel Borel, pai de Henry, afirmou que a decisão do STF foi necessária para proteger o processo, o julgamento e as testemunhas diante de “manobras que vêm tentando sabotar a Justiça”.
Para ele, o ministro Gilmar Mendes reconheceu com clareza o risco concreto que a soltura de Monique Medeiros representa e reafirmou a gravidade extrema desse crime, cobrando celeridade no julgamento.
“O que está em jogo não é apenas a memória do meu filho Henry, mas o respeito à Justiça e à própria sociedade. Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação, e não vou aceitar nenhum retrocesso”, finalizou.
O assassinato de Henry
A criança morreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
Fonte: Metropoles
Karoline
Foto: Metropoles

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