O relato detalhado da advogada Carolina Câmara, moradora de Goiânia (GO), sobre a perseguição violenta que vem sofrendo por parte de seu ex-namorado, Gabriel Bessa, desde setembro de 2025, quando terminou o relacionamento de quase três anos, viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (9/4) e comoveu internautas.
Em entrevista à coluna, Carolina desabafou que ela e sua família não têm mais segurança, mesmo com diversas denúncias feitas e medidas protetivas deferidas.
Segundo ela, o relacionamento sempre foi conturbado, regado a xingamentos, agressões psicológicas e físicas. Depois de pôr um ponto final no namoro, porém, os crimes se intensificaram e agora ela teme pela própria vida e pela integridade da família.
“Saí ensanguentada”
“Começou com xingamento, um empurrão, um beliscão, um tapa, até que as coisas tomaram essa proporção. Saí da casa dele no dia 7 de setembro de 2025, ensanguentada, direto para o Instituto Médico Legal (IML), para fazer exame de corpo de delito e, posteriormente, para a delegacia da mulher”, detalhou.
Desde então, Carolina tem lutado para proteger a si e seus familiares. Morando na companhia da mãe e dos avós de 82 anos, além das primas, de 6 e 12 — que perderam o pai recentemente —, ela tem vivido em fuga.
Mesmo com a denúncia feita e as medidas deferidas, além do uso de tornozeleira eletrônica por parte do suspeito, Carolina não está segura. Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes.
“Na minha residência é bem distante da dele e, por diversas vezes, meu botão tocou. Fui à polícia, expliquei que ele não pode sair de casa. Durante a semana, eu vivo um inferno, o meu botão toca todos os dias; agora, no final de semana, eu, com a minha família, indo almoçar para tentar ocupar nossa cabeça após um luto, não posso ter segurança. A resposta deles foi: Fica tranquila. Vamos conversar com ele”, lamentou.
Com tornozeleira, ex ameaça advogada e causa pânico: “Vivo um inferno”
Nas últimas duas semanas, a advogada recebeu mais de 20 notificações de alerta de aproximação do agressor, além de ter tido o botão do pânico acionado na mesma quantidade de vezes
Temendo pela própria vida, a advogada tenta, com a ajuda de sua defesa, o deferimento da prisão do homem.
Em entrevista, Carolina desabafou que ela e sua família não têm mais segurança, mesmo com diversas denúncias feitas e medidas protetivas deferidas; as crianças que vivem na casa estão assustadas. De acordo com Carol, a menina de seis anos se desespera sempre que a prima se afasta do botão. Carolina já registrou 12 boletins de ocorrência por agressão e descumprimento de medida protetiva.
“Meu botão tocou por duas horas e não tem como silenciar. Ele só para de tocar quando você sai de perto. O botão tocando na minha cabeça, e eu sem saber onde ele estava, mas sabendo que ele estava próximo a mim.”
Fonte: Metropoles
Foto: Metropoles

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