Suspeito de assassinar criança é denunciado a um mês de crime prescrever, no Paraná

Foto: Reprodução/PCPR

O suspeito de assassinar uma criança de 9 anos em 2006, no Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de homicídio qualificado. O caso ocorreu em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e o inquérito foi reaberto recentemente após novos testemunhos.

Conforme o MP, Martônio Alves Batista, de 55 anos, matou Giovanna dos Reis Costa por motivo torpe (desejo predatório do denunciado), para assegurar a impunidade de crime antecedente (crime sexual), com uso de meio cruel (asfixia) e recurso que dificultou a defesa da vítima (dissimulação e superioridade física do agressor).

Além da prisão, a promotoria solicitou que o homem seja condenado ao pagamento de R$ 100 mil a título de reparação mínima aos familiares da vítima. Também, requereu a manutenção da prisão do acusado e outras medidas, como o encaminhamento dos familiares da vítima para atendimento multidisciplinar nas áreas psicossociais, de assistência jurídica e de saúde, com os custos pagos pelo agressor ou pelo Estado.

A investigação também apontou a prática de atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Contudo, o homem não foi denunciado por esses crimes, que já estão prescritos.

Na tarde de 10 de abril de 2006, Giovanna desapareceu no município de Quatro Barras (PR), enquanto vendia rifas escolares próximo ao local onde morava. O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em um terreno baldio, coberto por sacolas plásticas e amarrada em fios de energia. Ela tinha as mãos amarradas e sinais de violência sexual.

Martônio era vizinho de Giovana e chegou a ser considerado suspeito. Policiais foram à casa dele no dia em que a menina desapareceu. Na época, a perícia encontrou alguns elementos que ligavam o homem ao caso, como um um fio de energia semelhante ao fio que estava amarrado ao corpo da criança.

Contudo, a investigação seguiu com outros suspeitos. Em 2012, três pessoas foram investigadas, presas e julgadas pelo crime, que supostamente teria sido cometido em um ritual. Eles foram absolvidos por não existirem elementos que comprovassem a ligação com o homicídio.

Em 2025, novos elementos foram levantados pela Polícia Civil, levando ao desarquivamento do inquérito. Relatos inéditos de testemunhas, entre elas ex-companheiras e uma ex-enteada, indicaram o homem como autor, com detalhes compatíveis com a cena do crime.

Além disso, a polícia informou que provas técnicas corroboram as suspeitas: fios elétricos apreendidos na casa do suspeito na época do crime apresentavam características idênticas aos usados no corpo da vítima. Uma sacola de mercado onde as roupas foram encontradas foi ligada à residência do investigado por meio de diligências recentes.

Além disso, o histórico do suspeito inclui prisões por importunação sexual e processos por estupro de vulnerável. Em um dos casos, ele colocou câmeras em um banheiro de uma lanchonete onde trabalhava, o que chegou a ser noticiado e motivou uma das denúncias novas.

Fonte: CNN