PF deflagra operação contra violência política e corrupção eleitoral, no Paraná

Foto: PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a segunda fase da Operação Vox Integra, no município de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. A ação tem como objetivo aprofundar investigações sobre violência política de gênero, corrupção eleitoral, associação criminosa armada e transporte irregular de eleitores, fatos relacionados às Eleições Municipais de 2024.

Nesta etapa da operação foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos no município. Além disso, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), cinco servidores públicos municipais foram afastados cautelarmente de suas funções.

A investigação teve início ainda em 2024 e apura a atuação de um grupo criminoso que teria sido estruturado para garantir a manutenção do poder político local a qualquer custo. Conforme os elementos já reunidos pela PF, o grupo teria promovido atos de intimidação contra adversários políticos, inclusive com o uso de arma de fogo em uma emboscada, além de manter uma contabilidade paralela voltada à compra de votos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes buscaram reunir provas relacionadas à compra de votos, ameaças contra opositores e ao possível uso da estrutura administrativa municipal em benefício eleitoral. Entre os materiais apreendidos estão celulares, computadores, documentos e uma arma de fogo com munições.

Segundo a Polícia Federal, os indícios também apontam para o uso da máquina pública na prática de crimes eleitorais, incluindo nomeações para cargos comissionados e até liberação irregular de procedimentos médicos em troca de apoio político.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção eleitoral (art. 299 do Código Eleitoral), violência política de gênero (art. 326-B do Código Eleitoral), associação criminosa armada (art. 288, parágrafo único, do Código Penal) e transporte irregular de eleitores (art. 11, inciso III, da Lei nº 6.091/74). Somadas, as penas máximas podem chegar a 18 anos e 6 meses de reclusão.

Fonte: CGN