Suspeito de matar pai e filho em loja de veículos divulga vídeo, diz que atirou em legítima defesa no Paraná

Foto: CATVE

O jovem Nata Fagundes de Paula, de 25 anos, investigado pela morte de pai e filho em uma loja de veículos em Cascavel, gravou um vídeo no qual apresenta sua versão sobre o caso. O material foi encaminhado à imprensa e também à Polícia Civil pela defesa.

No vídeo, Nata afirma que o conflito que terminou nas mortes começou por causa de uma dívida relacionada à compra de um veículo. Segundo ele, trabalha comprando e vendendo carros e vinha sendo cobrado pelo valor restante de um negócio.

De acordo com o investigado, o carro teria sido negociado por R$ 100 mil, dos quais ele afirma ter pago R$ 65 mil, ficando com o restante em aberto. Nata diz que estava em Londrina quando começou a receber cobranças e, segundo ele, ameaças por parte da vítima.

Ainda no vídeo, o jovem afirma que decidiu vir até Cascavel para tentar resolver a situação pessoalmente.

Nata relata que, ao chegar à loja, houve uma discussão e que teria oferecido uma corrente de ouro como forma de negociação. Segundo ele, durante o encontro, Analdo teria sacado uma pistola e apontado a arma em sua direção, enquanto o outro teria desferido um soco em seu rosto.

Ele afirma que conseguiu tomar a arma durante a confusão e que os disparos ocorreram durante a disputa.

"Eu não cheguei na loja para matar ninguém. Fiz para me defender. Tomei a arma da mão dele e, na disputa, acabei apertando o gatilho. Foi uma tragédia. Eles morreram com a arma deles", diz no vídeo.

O material foi encaminhado à Delegacia de Homicídios junto com um requerimento do escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa.

Na petição protocolada nesta quinta-feira (5), os advogados pedem que o vídeo seja anexado ao inquérito policial como interrogatório indireto, já que, segundo a defesa, ainda não houve agendamento para o depoimento formal do investigado.

No documento, a defesa também afirma que Nata teme por sua integridade física, alegando que teria recebido ameaças e ouvido rumores sobre possíveis represálias. Ainda conforme os advogados, o jovem tem interesse em colaborar com as investigações e apresentar oficialmente sua versão dos fatos.

A defesa sustenta que o episódio ocorreu em um contexto de reação para preservar a própria vida e afirma que a arma utilizada pertenceria a uma das vítimas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: CATVE