A implantação de pórticos eletrônicos de pedágio nas rodovias do Paraná dominou o debate na noite de segunda-feira (2), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba.
Deputados, representantes das concessionárias e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) discutiram a substituição das praças físicas pelo sistema chamado free flow.
Prefeitos e lideranças regionais participaram da reunião e criticaram a mudança nos pontos de cobrança, a falta de proporcionalidade na tarifa e o impacto para moradores que precisam usar a rodovia todos os dias. Parlamentares articulam uma ação popular para questionar pontos técnicos e contratuais do modelo.
O sistema usa câmeras e sensores para identificar a placa ou a tag do veículo e cobrar a tarifa sem cancela. Os pórticos começaram a operar em janeiro nas regiões Norte e Noroeste e, em fevereiro, também no Sudoeste do estado.
Deputados afirmaram que o modelo não garante cobrança por quilômetro rodado, como prevê a lei, e criticaram multas aplicadas a quem não paga em até 30 dias. Também apontaram prejuízos a moradores de cidades próximas aos pórticos.
Representantes das concessionárias defenderam o sistema. Eles afirmaram que a mudança segue critérios técnicos e que os contratos preveem descontos progressivos para usuários frequentes. A ANTT informou que analisa os pedidos dentro das regras contratuais e reconheceu dificuldade técnica para implantar cobrança por quilômetro rodado em todas as rodovias.
Prefeitos pediram revisão de pontos de cobrança e alertaram para impactos econômicos locais. Já representantes do setor de transporte de cargas apoiaram o novo modelo e destacaram maior fluidez no tráfego.
Fonte: CATVE
Imagem: Orlando Kissner/Alep

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