Um homem de 24 anos, natural de Alagoas, foi preso pela Polícia Civil de Santa Catarina suspeito de agredir a companheira grávida e provocar a morte do próprio filho em Gaspar, no Vale do Itajaí. O caso é investigado como possível homicídio.
O suspeito é Vitor Manoel Silva dos Santos. Ele já havia cumprido pena de dois anos por homicídio em Alagoas. Depois, veio para Santa Catarina, onde passou a viver com a vítima.
Segundo a Polícia Civil, as agressões aconteceram no fim de janeiro, quando a mulher estava com cerca de sete meses de gestação. Conforme relato da vítima, ela já havia sido agredida antes, ainda no terceiro mês de gravidez, quando quase teve o nariz quebrado. Aos sete meses, as agressões teriam se repetido.
De acordo com a investigação, após as agressões mais recentes, a mulher permaneceu em casa por cerca de dez dias sentindo dores intensas. Ela só procurou socorro quando começou a apresentar hemorragia. O SAMU foi acionado e a levou ao Hospital de Gaspar.
No hospital, os médicos realizaram cesariana de emergência. O bebê nasceu com vida, mas morreu logo depois.
O caso ganhou repercussão no dia do sepultamento da criança. Emocionada, a mãe afirmou a familiares e amigos que havia sido agredida pelo companheiro e o responsabilizou pela morte do filho. Segundo relatos de pessoas presentes, o pai chegou a marcar o enterro, mas não compareceu. No cemitério, a mãe repetia que ele havia “matado o próprio filho”.
A partir da denúncia feita pela vítima, a Delegacia de Polícia da Comarca de Gaspar instaurou inquérito e iniciou diligências. A mulher prestou depoimento formal, confirmou as agressões e apresentou documentos que comprovam o nascimento e o óbito do bebê.
O prontuário médico requisitado pela autoridade policial também registrou que o suspeito foi expulso do hospital por um segurança após agressões verbais em alto tom dentro do quarto da paciente, antes da alta hospitalar.
Conforme o delegado Filipe Martins, responsável pelo caso, o investigado já tinha histórico de violência, inclusive com indiciamento anterior por agressões contra a mesma vítima. Diante das provas reunidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva. O pedido foi aceito pelo Ministério Público e decretado pelo Poder Judiciário.
O homem foi preso nesta quarta-feira e encaminhado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deve passar por audiência de custódia.
Segundo a Polícia Civil, se for comprovado o nexo entre as agressões e a morte do recém-nascido, o suspeito poderá responder por homicídio, além de lesão corporal contra a companheira. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Fonte: Jornal Razão
Foto: Jornal Razão

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