Um homem de 61 anos foi preso em flagrante após a polícia localizar uma estufa clandestina de maconha em uma área de mata na Vila do Equador, zona rural de Rorainópolis, em Roraima (RR).
Durante a audiência de custódia, realizada na segunda-feira (2/2), a defesa alegou que as cerca de 50 mudas apreendidas seriam destinadas ao uso pessoal, já que o suspeito sofre de “muitas dores no corpo”.
A ação ocorreu no último sábado (31/1), quando equipes da Polícia Militar e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RR) se deslocaram até o endereço para averiguar uma denúncia de cultivo ilícito de cannabis sativa.
No local, os agentes encontraram aproximadamente 50 mudas de maconha de diferentes tamanhos, totalizando cerca de 3 quilos da planta, além de 416 gramas da droga prensada e sementes para plantio. Também foi apreendida uma espingarda de ar comprimido modificada para disparar munição letal, de calibre .22.
A coluna teve acesso ao vídeo da audiência de custódia. Na sessão, a defesa afirmou que o homem é produtor rural de cupuaçu e açaí, justificando a presença de balanças de precisão na residência. Segundo o advogado, tanto as plantas quanto os equipamentos apreendidos não teriam qualquer relação com o tráfico de drogas.
O advogado rebateu a informação do número de mudas, uma vez que a documentação da prisão aponta cerca de 50 pés.
“Pelas filmagens e fotos, conseguimos ver que é de 10 a 12 pés da planta, sendo que quatro seriam macho, ou seja, não tem a canabis. A quantidade de droga é realmente para o uso pessoal. Ele usa em torno de 15 a 20 cigarros por dia, por ter dores no corpo, essas coisas”, argumentou o advogado.
A defesa pediu que o homem respondesse em liberdade, com medidas cautelares. Contudo, durante a audiência, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
O investigado já havia sido preso em 2007 por tráfico de drogas, tendo cumprido pena de cinco anos de prisão. “Ele faz uso constante da droga já tem 17 anos, fuma todos os dias, inclusive tem muitas dores no corpo e utiliza isso para saná-las.”
“O pessoal foi lá nele porque um cidadão foi pedir droga para comprar e ele não vendeu, daí o cara falou que denunciaria ele, e ele ficou lá guardando, não fugiu, porque ele realmente não comercializa”, finalizou.
Fonte: Metrópoles
Foto: Metrópoles

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